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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

At The Bangalow, Elizabeth Danson, New Yorker

                                       NO BANGALÔ

Na calma pós-monção, a canção de pássaro de novo.
Eles refestelavam-se na varanda, ela aspirando o ar encrespado,
ele dando baforadas de um charuto. Um beija-flor visita a videira
onde os primeiros botões de bouganville estão ondulando

suas golas e punhos de manga. Ela observa
o pequenino estalido de adornada chama
vislumbrando de gole em gole; seu rápido
propositado voo a mesmeriza, apanha
uma corda interior, um inflamável pavio.

Uma visão a surpreende. Ele vê seu sorriso
e imagina o porquê. Seus quadris estão queimando conforme
ela dá rédea ao desejo incitado pelo ardor do pássaro,
sua arrebatada energia, sua nunca volta do esquadrinhar
de cada flor. Ela se defronta atada com laços de seda
à rede da varanda, pelos pés e mãos,
nua e vermelha onde os lábios inferiores chameiam
untados com mel, lá, o qual envia

o insano beija-flor. Ele só consegue vir até seu doce cálice,
pairar, mergulhar vezes sem conta naquela bruxuleante extremidade
de uma língua dentro dela, para engolir um estranho néctar,
gole por gole.

Fechando seus olhos, ela arqueia e treme;
ele desviou, distraído; a caricatura de sua voz perguntando
"Onde está o cinzeiro?", então, descobrindo que o pássaro se fora,
ela estremece. Ele diz, "Quem está fazendo coquetéis aos sábados?"


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

THE MORNING AFTER, Ellen Bass, revista New Yorker

                    A Manhã Seguinte

Você de pé ao balcão, derramando água fervente
E quando eu entro, você não me olha.
Você está apressado para embalar seu almoço, rompendo
as tampas de pequenas caixas de plástico enquanto chama sua mãe
para contar-lhe que que a levará ao médico.
Não consigo ver um traço do pequeno pedaço de paraíso
que deslizamos noite adentro - um quimono de seda, lagos de seda flutuante, e Kói de
cobre, estrelas caindo na água,. Não empurramos com os ombros através da fenda
na rocha do dia-a-dia e cortamos a grama no pasto do prazer?
Se a alma não é uma artéria separada
que carregamos de forma a forma
mas mais como o respirar de Aristóteles -
o trabalho do corpo que mantém a unidade -
então, a noite passada, querido, nossas almas estavam ocupadas.
Mas nesta manhã é como se você usasse uma peruca ruim,
disfarçada para que eu não o reconheça
ou talvez para que você não se reconheça
como aquele animal queimado por puro desejo. Eu não sei como fazer isso. Eu quero
me jogar no azulejo da cozinha e desnudar minha garganta.
Eu quero alisar pra trás meu cabelo
e sapatear parede acima. Quero fazer isso tudo de novo - mergulhar de volta pra dentro
daquela briga, aquela crua e radiante livre-pra-tudo.
Mas você está rabiscando uma lista de compras
porque as crianças estão vindo para o fim-de-semana
e você vai fazer seus bolos de caranguejo especiais
que me arruinaram por todos os bolos de caranguejo
para sempre.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Faces at the Window, Yusef Komunyakaa

                       Faces at the window

They must be having fun down there,
Sarah sucking on all three colors
of her lollipop & Bruno looping out
his spinning top. Their laughter
rises up to slowly torture me.
They must be having fun. Yes,
Mother, I'm practicing my scales.

With Bruno gone years in the war
& Sara lost over in America,
I've counted the green leap years.
Now the concert hall is filling up,
awaiting the prodigy to play rain
on a zinc roof. I'm in the first row
before I step out into the evening.

Those fingers on the keys unknot
my stiches. I knew all the notes
before a sparrow was condemned
to sing in the eaves. I stand here
motionless, clearly nothing but
a silhouette gazing at a ball
boucing on the sidewalk.

He must be having fun. My days
justa a touch-up of muted hues
& forgotten cadenzas. Somebody
please remember me. Sarah,
wherever you are, I hope
you're having fun. Haha
still runs past my window.

down the hill. The dead live
across the street, up & down
our block. Oh, well, yes,
the piano,. That's my son,
federico, named after a great
Spanish poet, playing the keys
low as wind through blood weed.