Mostrando postagens com marcador Dylan Thomas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dylan Thomas. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de outubro de 2012

In my craft or sullen art, Dylan Thomas

In my craft and sullen art                                 Em minha habilidade ou arte mal-humorada
Exercised in the still night                               Exercitada na noite calma
when only the moon rages                             Quando apenas a lua assola
And the lovers lie abed                                   E os amantes deitam acamados
With all their griefs in their arms,                   Com todas as suas aflições em seus braços,
I labour by singing light                                   Eu labuto cantando leve
Not for ambition ou bread                               Não por ambição ou pão
Or the strut and trade of charms                    Ou pompa e troca de charmes
On the ivory stages                                         Nos palcos de mármore
But for the common wages                            Mas para salários comuns
Of their most secret heart.                              Do seu mais secreto coração.

Not for the proud man apart                           Não para o homem orgulhoso à parte
From the raging moon I write                         da lua enfurecida eu escrevo
On these spindrift pages                                Nessas páginas de nevoeiro
Not for the towering dead                              Não para o morto da torre
With their nightingales and psalms             Com seus rouxinóis e salmos
But for the lovers, their arms                         Mas para os amantes, seus braços
Round the griefs of the ages                         Circundam as aflições das idades,
Who pay no praise or wages                        Que não pagam o aplauso nem os salários
Nor heed my craft or art.                                Nem cuida da minha habilidade ou arte.






terça-feira, 17 de abril de 2012

And Death Shall Have No Dominion, Dylan Thomas

E a morte não dominará
Morto meio nu eles serão um
Com o homem no vento e a lua a oeste;
Com seus ossos são pegos limpos e limpos os ossos idos,
Eles terão estrelas no cotovelo e no pé;
Ainda que vão loucos eles serão sãos,
Ainda que afundem através do mar eles se erguerão de novo
Ainda que os amantes fiquem perdidos o amor não;
E a morte não dominará.


E a morte não dominará
Sob as asas do mar
Eles deitam alongados não morrerão com o vento;
Entrelaçados nas nuvens quando a força abre caminho
Amarrados numa roda, ainda assim não quebrarão;
Fé em suas mãos romperão em dois,
E os demônios do unicórnio correm através deles;
Separam-se os finais eles não romperão;
E a morte não dominará.


E a morte não dominará.
Não mais devem as gaivotas chorar nos seus ouvidos
Ou as ondas quebrarem alto no cais;
Onde floriu uma flor não deve mais uma flor
Levanta sua cabeça para os sopros da chuva;
Através deles serem loucos e mortas as unhas,
Cabeças de figuras martelam através das margaridas;
Quebram no sol até que o sol colapsa,
E a morte não dominará.