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sábado, 31 de março de 2012

Horses at midnight without a moon, Jack Gilbert

Cavalos à meia-noite sem uma lua




Nossos corações vagueiam perdidos nas florestas escuras
Nosso sonho luta no castelo da dúvida.
Mas há música em nós. A esperança empurra pra baixo
Mas o anjo voa outra vez nos levando com ela.
As manhãs de verão começam passo a passo
Enquanto dormimos, e caminha conosco mais tarde
Como pernas longas a beleza perpassa
As ruas sujas. Não é surpresa que o perigo e o sofrimento
nos envolva. O que surpreende é o canto.
Sabemos que os cavalos estão lá no escuro na campina
porque nós podemos cheirá-los, podemos ouvi-los respirar.
Nosso espírito persiste como um homem lutando
através do vale congelado que de repente, perfume de flores
e percebe a neve derretendo fora da vista em cima da montanha,
sabe que a primavera começou.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Rain - Jack Gilbert

CHUVA

Subitamente esta falta
Esta chuva.
Os azuis ficaram cinzentos
E os marrons ficaram cinzentos
E o amarelo
Um terrível âmbar (não uma outonalidade *NT)
Nas ruas frias
Seu corpo quente
Em qualquer cômodo
Seu corpo quente
Sua ausência
As pessoas que aí estão sempre,
Não você.

Eu tenho tido calma com as árvores
Tempo demais com as montanhas
A alegria tem sido um hábito.
De repente, agora,
Esta chuva.


The Forgotten Dialect of the Heart - Jack Gilbert

O Dialeto Esquecido do Coração

Impressionante é que essa linguagem possa quase significar,
e ameaçador que ela não o faça de fato. "Amor", dizemos, "Deus", dizemos, "Roma e Mickiko", escrevemos, e as palavras extraem tudo errado.
Dizemos "pão", e isso significa de acordo com cada nação.
O francês não tem palavra para "lar", e não tem palavra para
prazer estrito. (Só em português pode-se mencionar a "saudade" -NT*)
Um povo no norte da Índia está morrendo porque sua língua antiga não tem palavras para carinho. Sonho com vocabulários perdidos
que possam expressar algo do qual não mais possam.
Talvez os textos etruscos finalmente explicariam porque
os casais em suas tumbas estão sorrindo. E talvez
não quando as milhares das misteriosas tabuinhas sumerianas
foram traduzidas, elas parecem registros de negócios. Mas e se
forem poemas ou salmos? Minha satisfação é a mesma com
doze bodes etíopes ficam em pé silenciosos
na luz da manhã.
Ó Senhor, vossa arte pavimenta de sal e lingotes de cobre,
Tão grandioso quanto cevada madura
graciosa sob o labor do vento.
Os seios dela são seis brancos bois carregadoso de raios
de algodão de longa fibra egípcia.
Meu amor é uma centena de ânforas de mel.
Navios carregados de Tuya, são o que meu corpo quer dizer
para o seu corpo. Girafas são este desejo no escuro.
Talvez a espiral do roteiro minoano não seja linguagem, mas
um mapa. Do que nós mais sentimos, não tem nome mas âmbar,
arqueiros, canela, cavalos e pássaros.