Eu Ainda Me Levanto
Você pode escrever mal de mim na história
Com suas amargas, distorcidas mentiras
Você pode me esmagar com os pés em muita sujeira
Mas ainda, como pó, eu me levantarei.
Minha insolência perturba você?
Por que você está acossado de melancolia?
Porque eu caminho como se tivesse poços de petróleo
Bombeando na minha sala de estar.
Justamente como luas e como sóis,
Com a certeza das marés
Justamente como esperanças voando alto
Continuarei a me levantar.
Você quer me ver quebrada?
Cabisbaixa e olhos baixos?
Ombros caindo como gotas de lágrimas.
Enfraquecida por meus gritos de alma plena.
Minha altivez ofende você?
Não leve isso tão duramente
Porque eu rio como se tivesse minas de ouro
Cavando no meu próprio quintal.
Você pode me atirar com suas palavras,
Você pode me cortar com seus olhos,
Você pode me matar com seu ódio,
Mas ainda, como o ar, eu me levantarei.
Minha sexualidade perturba você?
Isso vem como uma surpresa
Que eu danço como se tivesse diamantes
No encontro das minhas coxas.
Fora das cabanas da vergonha da história
Eu me levanto
Desde um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Eu sou um oceano negro, aos saltos e amplo
Eu me levanto
Completamente em expansão eu carrego na maré
Deixando pra trás noites de terror e medo
Eu me levanto
Para romper o dia que é extraordinariamente claro
Eu me levanto
Trazendo os presentes que meus ancestrais deram,
Eu sou o sonho e a esperança do escravo.
Me levanto
Me levanto
Me levanto
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
II - A Brave And Startling Truth - Poema/homenagem ao 50 anos da ONU
Uma Corajosa e Surpreendente Verdade - Maya Angelou
Nós, este povo, num pequeno e solitário planeta
Viajando através do espaço casual
Passadas indiferentes estrelas, lado a lado de indiferentes sóis
Para uma destinação onde todos os sinais nos contam
É possível e imperativo que aprendamos
Uma corajosa e surpreendente verdade.
E quando chegarmos a ela
Para o dia de fazer a paz
Quando liberarmos nossos dedos
De nossos punhos de hostilidade
E permitirmos o ar puro refrescar nossas palmas
Quando chegarmos a ela
Quando a cortina cai sobre os menestréis brancos (maquiados de negros) do ódio
E rostos aliviados do escárnio são esfregados e limpos
Quando os campos de batalha e o coliseum
Não mais atormentarem nossos únicos e particulares filhos e filhas
Levantados com a ferida e sangrenta grama
Para alojarem-se em idênticos conluios em solo estrangeiro
Quando a voraz tempestade das igrejas
E o gritante clamor nos templos tenham cessado
Quando as flâmulas estiverem tremulando alegremente
Quando as bandeiras do mundo tremerem
Com bravura na boa limpa brisa
Quando chegarmos a ela
Quando deixarmos os rifles caírem de nossos ombros
E as crianças vestirem suas bonecas de trégua
Quando as minas de terra da morte tiverem sido removidas
E o idoso puder caminhar nas noites de paz
Quando o ritual religioso não for perfumado
Pelo incenso de carne queimada
E os sonhos da infância não forem chutados longe
Por pesadelos de abuso
Quando chegarmos a ela
Então confessaremos que não as Pirâmides
Com suas pedras colocadas em misteriosa perfeição
Nem os Jardins da Babilônia
Suspensos em eterna beleza
Em nossa memória coletiva
Não o Grand Canyon
Alumia em deliciosa cor
Por pores-de-sol ocidentais
Nem o Danúbio, fluindo sua alma azul dentro da Europa
Nem o pico sagrado do monte Fuji
Esticando até o Levante do Sol
Nem o Pai Amazonas nem a mãe Mississipi que, sem favor,
Alimentam todas as criaturas nas profundezas e litorais
Essas não são as únicas maravilhas do mundo
Quando chegarmos a ela
Nós, este povo, neste minúsculo e órfão globo
Que alcança diariamente a bomba, a lâmina e a adaga
Ainda que a petição no escuro por penhor da paz
Nós, este povo neste corpúsculo de matéria
Em cujas bocas suportam palavras cancerosas
Que desafiam nossa própria existência
Mesmo fora daquelas mesmas bocas
Vêm canções de tal primorosa doçura
E o coração titubeia em seu trabalho
E o corpo se aquieta em reverência
Nós, este povo, neste pequeno planeta à deriva
Cujas mãos podem golpear com tanto abandono
Que num piscar, a vida é solapada do viver
Ainda que aquelas mesmas mãos possam tocar com tal irresistível ternura da cura
E as orgulhosas costas em se abaixarem
Saindo de tal caos, de tal contradição
Aprendemos que não somos
demônios nem divindades
Quando chegarmos a ela
Nós, este povo, neste instável corpo flutuante
Criado nesta terra, desta terra
Tem o poder de formar para esta terra
Um clima onde todo homem e toda mulher
Possam viver livremente sem beata piedade
Sem incapacitante medo
Quando chegarmos a ela
Nós devemos confessar que somos o possível
Nós somos o miraculoso, a verdadeira maravilha deste mundo
Isso é quando, e apenas quando
Nós chegarmos a ela.
___________________________________
NT.: Este poema foi escrito e entregue em homenagem aos 50 anos das Nações Unidas.
Nós, este povo, num pequeno e solitário planeta
Viajando através do espaço casual
Passadas indiferentes estrelas, lado a lado de indiferentes sóis
Para uma destinação onde todos os sinais nos contam
É possível e imperativo que aprendamos
Uma corajosa e surpreendente verdade.
E quando chegarmos a ela
Para o dia de fazer a paz
Quando liberarmos nossos dedos
De nossos punhos de hostilidade
E permitirmos o ar puro refrescar nossas palmas
Quando chegarmos a ela
Quando a cortina cai sobre os menestréis brancos (maquiados de negros) do ódio
E rostos aliviados do escárnio são esfregados e limpos
Quando os campos de batalha e o coliseum
Não mais atormentarem nossos únicos e particulares filhos e filhas
Levantados com a ferida e sangrenta grama
Para alojarem-se em idênticos conluios em solo estrangeiro
Quando a voraz tempestade das igrejas
E o gritante clamor nos templos tenham cessado
Quando as flâmulas estiverem tremulando alegremente
Quando as bandeiras do mundo tremerem
Com bravura na boa limpa brisa
Quando chegarmos a ela
Quando deixarmos os rifles caírem de nossos ombros
E as crianças vestirem suas bonecas de trégua
Quando as minas de terra da morte tiverem sido removidas
E o idoso puder caminhar nas noites de paz
Quando o ritual religioso não for perfumado
Pelo incenso de carne queimada
E os sonhos da infância não forem chutados longe
Por pesadelos de abuso
Quando chegarmos a ela
Então confessaremos que não as Pirâmides
Com suas pedras colocadas em misteriosa perfeição
Nem os Jardins da Babilônia
Suspensos em eterna beleza
Em nossa memória coletiva
Não o Grand Canyon
Alumia em deliciosa cor
Por pores-de-sol ocidentais
Nem o Danúbio, fluindo sua alma azul dentro da Europa
Nem o pico sagrado do monte Fuji
Esticando até o Levante do Sol
Nem o Pai Amazonas nem a mãe Mississipi que, sem favor,
Alimentam todas as criaturas nas profundezas e litorais
Essas não são as únicas maravilhas do mundo
Quando chegarmos a ela
Nós, este povo, neste minúsculo e órfão globo
Que alcança diariamente a bomba, a lâmina e a adaga
Ainda que a petição no escuro por penhor da paz
Nós, este povo neste corpúsculo de matéria
Em cujas bocas suportam palavras cancerosas
Que desafiam nossa própria existência
Mesmo fora daquelas mesmas bocas
Vêm canções de tal primorosa doçura
E o coração titubeia em seu trabalho
E o corpo se aquieta em reverência
Nós, este povo, neste pequeno planeta à deriva
Cujas mãos podem golpear com tanto abandono
Que num piscar, a vida é solapada do viver
Ainda que aquelas mesmas mãos possam tocar com tal irresistível ternura da cura
E as orgulhosas costas em se abaixarem
Saindo de tal caos, de tal contradição
Aprendemos que não somos
demônios nem divindades
Quando chegarmos a ela
Nós, este povo, neste instável corpo flutuante
Criado nesta terra, desta terra
Tem o poder de formar para esta terra
Um clima onde todo homem e toda mulher
Possam viver livremente sem beata piedade
Sem incapacitante medo
Quando chegarmos a ela
Nós devemos confessar que somos o possível
Nós somos o miraculoso, a verdadeira maravilha deste mundo
Isso é quando, e apenas quando
Nós chegarmos a ela.
___________________________________
NT.: Este poema foi escrito e entregue em homenagem aos 50 anos das Nações Unidas.
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A Brave And Startling Truth, Maya Angelou
Uma Corajosa e Surpreendente Verdade
Nós, inacostumados a exílios de coragem do encanto
Vivemos enrolados em conchas de solidão
Até que o amor deixa seu alto sagrado templo
E vem à nossa vista nos liberar para a vida.
Se somos valentes, o amor dissipa as cadeias de medo de nossas almas.
O amor custa tudo o que somos e sempre teremos
Ainda assim é o único amor que nos liberta
Uma corajosa e surpreendente verdade.
Quando chegamos a ela
Nós, este povo, em seu indócil corpo
Criados nesta terra, desta terra
Tem o poder de amoldar para esta terra
Um clima onde todo homem e toda mulher
Possa viver livremente sem beata piedade
E sem paralisante medo.
Quando chegamos a ela
Devemos confessar que somos o possível
Somos o miraculoso, a verdadeira maravilha deste mundo
É quando, e somente quando
Chegamos a ela.
Nós, inacostumados a exílios de coragem do encanto
Vivemos enrolados em conchas de solidão
Até que o amor deixa seu alto sagrado templo
E vem à nossa vista nos liberar para a vida.
Se somos valentes, o amor dissipa as cadeias de medo de nossas almas.
O amor custa tudo o que somos e sempre teremos
Ainda assim é o único amor que nos liberta
Uma corajosa e surpreendente verdade.
Quando chegamos a ela
Nós, este povo, em seu indócil corpo
Criados nesta terra, desta terra
Tem o poder de amoldar para esta terra
Um clima onde todo homem e toda mulher
Possa viver livremente sem beata piedade
E sem paralisante medo.
Quando chegamos a ela
Devemos confessar que somos o possível
Somos o miraculoso, a verdadeira maravilha deste mundo
É quando, e somente quando
Chegamos a ela.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Phenomenal Woman, Maya Angelou
Mulher Fenomenal
Mulheres curiosas por saber onde meu segredo se encontra
Não sou atraente ou feita para me amoldar ao tamanho do que está na moda
Mas quando eu começo a contar-lhes,
Elas pensam que estou dizendo mentiras.
Eu digo,
Está no alcance dos meus braços
Na extensão dos meus quadris,
A distância do meu passo
A ondulação dos meu lábios.
Eu sou uma mulher
Fenomenalmente.
Mulher fenomenal sou eu.
Eu entro num ambiente
Simplesmente arrojada conforme lhe agrada
E para um homem,
Os companheiros ficam em pé ou
Caem de joelhos
Então se aglomeram em minha volta
Um enxame de abelhas no mel
Eu digo,
É o fogo nos meus olhos,
E o brilho dos meus dentes,
O balanço da minha cintura
E a alegria dos meus pés.
Eu sou uma mulher
Fenomenalmente.
Mulher fenomenal
sou eu.
Os próprios homens querem saber
O que eles vêem em mim,
Eles tentam tanto
Mas não podem tocar meu interno mistério.
Quando eu tento mostrá-los,
Eles dizem que ainda não conseguem ver.
Eu digo
Está no arco das minhas costas,
O sol do meu sorriso,
O percurso dos meus seios,
A graça do meu estilo.
Eu sou uma mulher
Fenomenalmente
Mulher fenomenal
Sou eu.
Mulheres curiosas por saber onde meu segredo se encontra
Não sou atraente ou feita para me amoldar ao tamanho do que está na moda
Mas quando eu começo a contar-lhes,
Elas pensam que estou dizendo mentiras.
Eu digo,
Está no alcance dos meus braços
Na extensão dos meus quadris,
A distância do meu passo
A ondulação dos meu lábios.
Eu sou uma mulher
Fenomenalmente.
Mulher fenomenal sou eu.
Eu entro num ambiente
Simplesmente arrojada conforme lhe agrada
E para um homem,
Os companheiros ficam em pé ou
Caem de joelhos
Então se aglomeram em minha volta
Um enxame de abelhas no mel
Eu digo,
É o fogo nos meus olhos,
E o brilho dos meus dentes,
O balanço da minha cintura
E a alegria dos meus pés.
Eu sou uma mulher
Fenomenalmente.
Mulher fenomenal
sou eu.
Os próprios homens querem saber
O que eles vêem em mim,
Eles tentam tanto
Mas não podem tocar meu interno mistério.
Quando eu tento mostrá-los,
Eles dizem que ainda não conseguem ver.
Eu digo
Está no arco das minhas costas,
O sol do meu sorriso,
O percurso dos meus seios,
A graça do meu estilo.
Eu sou uma mulher
Fenomenalmente
Mulher fenomenal
Sou eu.
I Know Why The Caged Bird Sings, Maya Angelou
Eu sei porque o pássaro enjaulado canta
O pássaro livre pula
nas costas da vitória
e flutua rio abaixo
até que a corrente termine
e mergulha suas asas
nos raios de sol laranja
e ousa e clama ao sol.
Mas o pássaro a passo largo e pomposo
em sua jaula estreita
raramente pode ver através
de sua barra de raiva
suas asas cortadas e
seus pés amarrados
então ele abre sua garganta pra cantar.
O pássaro enjaulado canta
com temeroso trinado
das coisas desconhecidas
mas com saudades ainda
e a melodia é ouvida
na distante colina para o pássaro enjaulado
que canta a liberdade.
O pássaro livre pensa em outra brisa
uma troca de ventos leves através dos sinais das árvores
e as gordas minhocas esperando numa brilhante aurora no pátio
e ele nomeia seu próprio céu.
Mas o pássaro enjaulado permanece no túmulo dos sonhos
sua sombra grita em guincho de pesadelo
suas asas são cortadas e seus pés amarrados
então ele abre sua garganta pra cantar.
O pássaro enjaulado canta
com um temeroso trinado de coisas desconhecidas
mas com saudades ainda
e sua melodia é ouvida
na colina distante
pois que o pássaro enjaulado canta a liberdade.
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