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terça-feira, 20 de novembro de 2012

My Father Moved through Dooms of Love, e.e.cummings, original

my father moved through dooms of love
through sames of am through haves of give,
singing each morning out of each night
my father moved through depths of height

this motionless forgetful where
turned at his glance to shinning here;
that if (so timid air is firm)
under his eyes would stir and squirm

newly as from unburied which
floats the first who, his april touch
drove sleeping selves to swarm their fates
woke dreamers to their ghostly roots

And should some why completely weep
my father's fingers b rought her sleep:
vainly no smallest voice might cry
for he  could feel the mountains grow.

Lifting the valleys of the sea
my father moved through griefs of joy;
praising a forehead called the moon
singing desire into begin

joy was his song and joy so pure
a heart of star by him could steer
and pure so now and now so yes
the wrists of twilight would rejoice

keen as midsummer's keen beyond
conceiving mind of sun will stand,
so strictly (over utmost him
so hugely) stood my father's dream

his flesh was flesh his blood was blood:
no hungry man but wished him food;
no cripple wouldn't creep one mile
uphill to only see him smile.

Scorning the pomp of must and shall
my father moved through dooms of feel;
his anger was as right as rain
his pity was as green as grain

septembering arms of year extend
less humbly wealth to foe and friend
than he to foolish and to wise
offered immeasurable is

proudly and (by octobering flame
beckoned) as earth will downward climb,
so naked for immortal work
his shoulder marched against the dark

his sorrow was as true as bread:
no liar looked him in the head;
if every friend became his foe
he'd laugh and build a world of snow.

My father moved through theys of we,
singing each new leaf out of each tree
(and every child was sure that spring
danced when she heard her father sing)

Then let men kill which cannot share,
let blood and flesh be mud and mire
scheming imagine, passion willed,
freedom a drug that's bought and sold

giving to steal and cruel kind,
a heart to fear, to doubt a mind,
to differ a disease os same,
conform the pinnacle of am

though dull were all we taste as bright,
bitter all utterly things sweet,
maggoty minus and dumb death
all we inherit, al bequeath

and nothing quite so least as truth
- i say though hate were why men breathe
because my father lived his soul
love is ther whole and more than all

domingo, 18 de novembro de 2012

My father moved through dooms of love, e.e.cummings

Meu pai passou por sentenças de amor
por mesmos de sou por ricos de dar
cantando cada manhã vindo da noite.
Meu pai passou por profundezas de altitude

essa ausência de movimento cheio de esquecimento onde
voltado pra seu lance d'olhos pra brilhar aqui;
que se (tão tímido o ar é firme)
sob seus olhos agitar-se-ia e contorce-se-ia

Novamente como do não enterrado o qual
flutua primeiro quem, seu abril toca
impeliu dormentes si(s) para fervilhar seus destinos
acordou sonhadores para suas fantasmáticas raízes

E deva algum porquê completamente lamentar
os dedos do meu pai trouxe a ela o sono:
em vão nenhuma voz menor possa chorar
pois que ele pôde sentir as montanhas crescerem.

Levantando os vales do mar
meu pai se moveu por aflições de alegria;
exaltando uma fronte chamou a lua
cantando o desejo para o início do começo

a alegria era sua canção tão pura
um coração de estrela por ele poderia dirigir
e puro então agora então sim
os pulsos do crepúsculo regozijar-se-iam

lamentação como o lamento do meio-verão além

concebendo a mente do sol ficará
tão estritamente (sobre o extremo dele 
tão enormemente) ficou o sonho do meu pai

Sua carne era carne seu sangue era sangue:
nenhum homem faminto mas apenas desejava-lhe comida;
nenhum aleijado não rastejaria uma milha 
colina acima para apenas vê-lo sorrir.

Desprezando a pompa da obrigação e do dever possível
meu pai movia-se entre sentenças do sentir;
sua raiva era certa como a chuva
sua piedade era tão verde como um grão

braços setembrinos do ano
menos riqueza humildemente se estende
para o inimigo e o amigo
do que ele para o tolo e o sábio
oferecia imensurável está

orgulhosamente e (outubrante chama acenada) enquanto
a terra se inclinará pra baixo,
tão nua para trabalho imortal
seu ombro caminhou contra o escuro.

sua tristeza era tão verdadeira quanto o pão;
nenhum mentiroso olhava para ele na cabeça;
se todo amigo tornava-se seu inimigo
ele riria e construiria um mundo com neve.

meu pai se moveria através deles de nós,
cantando cada nova folha de cada árvore
(e toda criança tinha certeza de que a primavera
dançava quando ela ouvia seu pai cantar)

Então deixem os homens matarem o que não podem compartilhar,
deixe o sangue e a carne serem lama e lodo
conspirar imaginar, a paixão desejada
a liberdade uma droga que é comprada e vendida

dando pra roubar e a espécie cruel
um coração a temer, duvidar uma mente,
para diferenciar uma doença da mesma,
conforme o pináculo de sou

Apesar de embotado estava tudo que experimentamos
como brilhante
amargas todas as coisas totalmente doces
Caprichoso menos e estúpida fantasista morte
tudo nós herdamos, tudo transmitimos

e nada tão mínima quanto a verdade
- eu digo apesar de odeio eram por que os homens respiram
porque meu pai viveu sua alma
o amor é o todo e mais do que tudo.


terça-feira, 31 de julho de 2012

i carry your heart with me - e.e.cummings

eu levo seu coração comigo (eu o levo no meu coração)
eu nunca fico sem ele (qualquer lugar que eu vou você vai, meu querido;
e tudo que seja feito apenas por mim é você fazendo, meu querido)
eu temo (pois você é meu destino, meu bem) eu não quero
o mundo (pois belo é você meu mundo, minha verdade)
e é você que é tudo o que a lua significou
e tudo o que o sol sempre cantará é você


aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(aqui está a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida; que cresce
mais alta que a alma possa esperar ou importar poder
esconder)
e este é o milagre que maravilha mantém as estrelas à parte


eu levo seu coração (eu o levo no meu coração)

sábado, 17 de julho de 2010

toda ignorância escorrega para o conhecimento - e.e.cummings /Selected Poems 1923/58

toda ignorância escorrega para o conhecimento
e se arrasta de volta para a ignorância:
mas o inverno não é eterno, mesmo a neve
derrete; e se a primavera estraga a brincadeira - e aí?

toda história é um esporte de inverno ou 3:
mas era 5, ainda insisto nisso
a história é pequena demais mesmo para mim
pra mim e você, excessivamente pequena.

queda (guincho coletivo do mito) no teu túmulo,
apenas para exaurir a escala da agudeza:
para cada mara e maria dito e benedito
- amanhã é o nosso perpétuo endereço

e lá será difícil nos achar (se acharem,
nos deslocaremos pra mais longe:
Agora.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

e.e.cummings / eu gosto do meu corpo quando está com o seu

eu gosto do meu corpo quando está com o seu
corpo. é qualquer coisa de novo.
músculos melhores e nervos mais.
eu gosto do seu corpo, gosto do que ele faz
gosto dos seus comos, gosto de sentir a espinha
do seu corpo e dos seus ossos, e o tremer
- firme - maciez que eu vou
outra vez e mais vezes
beijar, gosto de beijar aqui e aqui em você,
e gosto devagar afagar a penugem chocante
de sua pele elétrica e o que vem
de sua carne rompida.. e estes olhos grandes migalhas de amor
e possivelmente gosto da sensação
dentro de mim você tão novo.

e.e.cummings / a função do amor é fabricar desconhecimento


a função do amor é fabricar desconhecimento
(conhecimento sendo sem desejo, mas o amor tudo a desejar)
ainda que a vida seja vivida do
lado errado, mesmice controla unidade
verdade é confundida com fato, peixe ostentação de pesca

e homens são apanhados por vermes ( o amor pode não se preocupar
se o tempo estremece, a luz cai, medidas envergam
nem estranhe se um pensamento pese uma estrela
- no mínimo temores morrendo, menos ainda que a morte termine)

que sorte tem os amantes (cujos egos persistem
não importa sob que descobertas)
cujo nadinha ignorante de respiração ousa esconder
mais que a fabulosa sabedoria teme ver

(aqueles que riem e choram) que sonham criam e matam
enquanto o todo se move e cada parte se paralisa:

e.e.cummings / primavera é como a mão do acaso


primavera é como a mão do acaso
(que vem cuidadosa
de lugar nenhum) arrumando
uma janela para onde de cara a gente olha (enquanto
gente encara
pondo e dispondo lugares
com cuidado lá uma estranha
coisa aqui desentranha) e

mudando tudo cuidadosamente

primavera é acaso
mão na janela
(cautelosa de lá deslocando pra
cá coisas novas e
velhas coisas, enquanto
gente encara com cautela
o acionar de um possível
- fração de flor aqui alocando
um dedo de ar acolá) e

sem quebrar nada.

e.e.cummings / vida é um velho carregando flores na cabeça


vida é um velho carregando flores na cabeça

jovem morte senta no café
sorrindo, algum dinheiro preso entre
o polegar e o indicador

(digo comprará flores pra você
e morte é jovem
vida usa calças de veludo
vida cambaleia, vida tem barba eu

digo a você que está em silêncio - você vê
vida?
está lá e aqui
é aquilo ou isso
ou nada ou um velho três terços
adormecidos, na sua cabeça
flores sempre chorando
para ninguém alguma coisa sobre as
rosas as centáureas
sim,
comprará?
as belas botas - ó escute
(nada caras)

e meu amor devagar respondeu acho que sim mas
acho que vejo mais alguém

uma senhora cujo nome é após
está sentada do lado da jovem morte, é esbelta
gosta de flores.

e.e.cummings / morte (tendo perdido) vestiu seu universo

morte (tendo perdido) vestiu seu universo
e bocejou: parece que vai chover
(eles jogaram pela eternidade
com fichas de quando)

isso é seu, eu acho
você que me empreste a dor
para pegar no ataúde,
te vejo outra vez

amor (tendo encontrado) feriu brinquedos tão bonitos
como eles mesmo não poderiam conhecer:
a terra rodopia de jeito minúsculo
enquanto margaridas crescem
(e meninas e meninos
sussuram assim, desse modo)
e meninas com meninos
para cama irão.

e.e.cummings / a grande vantagem de estar vivo

a grande vantagem de estar vivo
(em vez de não morrer) não é muita
aquela mente não pode desaprovar mais que provar
o que o coração possa sentir e alma tocar
- o que é grande (meu amor) acontece ser
que o amor está em nós, em nós


e aqui um segredo sem partilha
que estamos apaixonados, apaixonados
conosco eles não têm x nada a fazer
(pois que o amor está em nós estou em eu está em você

este mundo com seus medrosos 3 x todos
para chamar sua covardice concordam)
não devam nunca descobrir nosso toque e sensação.

e.e.cummings (Selected Poems-1923/1958)


quando faces chamadas flores flutuam fora do chão
e respirar é desejar e desejar é ter -
mas guardar é declive e dúvida e nunca
- é abril (sim, abril, meu querido) é abril
sim os pássaros bonitos brincam ágeis quanto seus voos
sim os peixinho cabriola tão alegre quanto já se viu
(sim as montanhas dançam)
quando cada folha se abre sem som
e desejar é ter e ter é dar -
mas guardar é pontilhar e nada e nonsense
- vivos estamos vivos, querido = é (beije-me agora) é abril!
agora os pássaros bonitos pairam como ela e ele
agora o peixinho treme como você e eu
(agora as montanhas dançam, as montanhas)

quando mais do que fora perdido foi encontrado
e ter é dar e dar é viver -
mas guardar é escuridão e inverno e bajulação
- é abril (toda nossa noite vira dia) ó é abril!
todos os pássaros bonitos mergulham no coração do céu
todo peixinho trepa pela mente do mar
(todas as montanhas dançam, estão dançando).