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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

At The Bangalow, Elizabeth Danson, New Yorker

                                       NO BANGALÔ

Na calma pós-monção, a canção de pássaro de novo.
Eles refestelavam-se na varanda, ela aspirando o ar encrespado,
ele dando baforadas de um charuto. Um beija-flor visita a videira
onde os primeiros botões de bouganville estão ondulando

suas golas e punhos de manga. Ela observa
o pequenino estalido de adornada chama
vislumbrando de gole em gole; seu rápido
propositado voo a mesmeriza, apanha
uma corda interior, um inflamável pavio.

Uma visão a surpreende. Ele vê seu sorriso
e imagina o porquê. Seus quadris estão queimando conforme
ela dá rédea ao desejo incitado pelo ardor do pássaro,
sua arrebatada energia, sua nunca volta do esquadrinhar
de cada flor. Ela se defronta atada com laços de seda
à rede da varanda, pelos pés e mãos,
nua e vermelha onde os lábios inferiores chameiam
untados com mel, lá, o qual envia

o insano beija-flor. Ele só consegue vir até seu doce cálice,
pairar, mergulhar vezes sem conta naquela bruxuleante extremidade
de uma língua dentro dela, para engolir um estranho néctar,
gole por gole.

Fechando seus olhos, ela arqueia e treme;
ele desviou, distraído; a caricatura de sua voz perguntando
"Onde está o cinzeiro?", então, descobrindo que o pássaro se fora,
ela estremece. Ele diz, "Quem está fazendo coquetéis aos sábados?"


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