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segunda-feira, 6 de junho de 2016

MARTYRDOM, John Minczeski. revista New Yorker

                                      MARTÍRIO


O mártir não morre. Ele vive para criar mais como ele.
A consciência deixa pra traz uma janela anônima
Na cidade do labirinto. É difícil achar o correto.
Você chama e chama e não há resposta. Mas nunca
Um sinal ocupado. Os mártires sobem de um lado
De uma montanha e descem do outro. É um mundo
cheio de perigos, fendas escondidas, avalanches,
E tão irresistivelmente lindo eles algumas vezes
Desejam que pudessem morrer ali mesmo. Eles suportam o 
Sofrimento e fama póstuma
Com seu amargo ressaibo, a percepção de olhar
Quase para o infinito, o que os deixa atordoados
Como se bêbados. Eles carregam milhas de corda para suas descidas.
Tantos mártires. Tanta corda
Tanta
Subida e descida. Ainda que
muito difícil, seu trabalho
Continua. A consciência, meio tempo, cozinha um ovo.
Ela escova água numa crosta dura e frita-o numa frigideira,
tornando-o mastigável.
Pode ser que vá ao mercado hoje mais tarde,
mas então de novo pode esperar até amanhã.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Making Love In The Kitchen, Gary J. Whitehead, revista New Yorker, março 2014

                 MAKING LOVE IN THE KITCHEN

                 FAZENDO AMOR NA COZINHA

Nós fazemos isso com facas em mão,
línguas azuis lambendo os fundos da panela
vapor obscurecendo as janelas de nossos corações
de alcachofras sendo coadas.

Corações são feitos para serem cavados, cozidos leves,
esbanjados com manteiga, garfo perfurado e levantado
para a boca aberta do outro. Dizemos estamos famintos,
como se estivéssemos fazendo isso sozinhos,
solitário como uma cebola em sua casca,
diga estamos famintos quando o que queremos dizer
é que queremos postergar

o inevitável, que é incomível,
no entanto nós cortamos em cubos,
e então fazemos - enquanto nos consome -
este amor que chamamos refeição.

My life was the size of my life, Jane Hirshfield, da revista New Yorker


                              Minha vida era do tamanho de minha vida

Seus cômodos eram do tamanho dos cômodos
Sua alma era do tamanho de uma alma.
No seu fundo, mitocondria zunia
Acima o sol, nuvens, neve, o trânsito das estrelas e planetas,
Percorria elevadores, trens-bala
Vários aeroplanos, uma mula.
Usava meias, camisas, suas próprias orelhas e nariz.
Comia, dormia, abria e fechava suas mãos, suas janelas,
Outros, eu sei, tiveram vidas maiores
Outros, eu sei, tiveram vidas mais curtas.
A profundeza de vidas também é diferente.
Houve tempos que fazíamos pão.
Uma vez, brotava melancolia e ficava distante.
Eu falei à minha vida que gostaria de alguma vez
Eu gostaria de tentar ver os outros.
Numa semana, minha mala vazia, e eu voltei.
Eu estava com fome, então, e minha vida,
Minha vida, também estava faminta, nós não pudemos
manter nossas mãos fora de nossas roupas 
e de nossas línguas.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

THE DEATH OF ARGOS, Odisséia de Homero, livro 17:260-327

                        A MORTE DE ARGOS

(traduzido do grego por Stephen Mitchell, na revista New Yorker)

Enquanto isso Odisseu chegou com o porqueiro.
Eles pararam em frente ao palácio, e em volta deles
ecoou o som da lira; era Phemius tocando
as cordas do prelúdio começando sua canção.
Odisseu tomou o comando da mão do porqueiro, e disse:
"Esta casa bem aqui deve ser o palácio de Odisseu.
Quão esplêndido é, e quão fácil para pegar
num olhar de outros cem. Uma construção leva para a seguinte,
e o pátio é muito bem construído, com sua parede de cornija,
e as duplas portas são tão sólidas que nenhum inimigo poderia arrombar.
Uma multidão deve estar festejando lá dentro agora. Eu posso cheirar a carne
assada, e ouço a lira da qual os deuses fizeram a coroa de um banquete."

Então, em resposta para suas palavras, Eumaeus, você disse, "É fácil para
alguém tão inteligente como você notar essa espécie de coisa. Mas agora
precisamos considerar o que devemos fazer. Ou você entra no palácio primeiro
e aproxima os pretendentes, e eu ficarei aqui, ou você fica aqui se quiser, e eu
irei primeiro.
Mas não demore demais; alguém pode ver você esperando e lançar uma pedra
ou lança em você. Por favor, tome cuidado."

Odisseu lhe disse, "Está bem, eu compreendo.
Você vai primeiro, eu ficarei atrás. Estou acostumado a ser surrado e ter coisas jogadas
em mim, Meu coração tem suportado. Antes de agora tenho suportado grandes sofrimentos,
ambos no mar e na terra, e se eu precisar sofrer mais um outro, que seja, mas um homem
não pode esconder um execrável desejo ardente do ventre, que causa tantos males e
nos faz navegar navios através do alto mar para trazer a guerra contra distantes povos."

Conforme eles falavam, um cachorro estava deitado lá, levantou a cabeça e empinou suas orelhas. Era Argos, o cão de Odisseu; ele o treinara e o criara desde filhote, mas nunca caçara com ele antes de navegar fora de Tróia; mais cedo os jovens homens o tinham levado fora com eles para caçar bodes selvagens e cervos e lebres, mas ele envelheceu
na ausência de seu senhor, e agora ele se deita abandonado em uma das pilhas da mula
e os excrementos  do gado amontoados fora dos portões da frente
até que os colonos pudessem vir e acarretassem fora  para manejar os campos. E então, estava o cão Argos deitado lá coberto de carrapatos. Assim que ele percebeu Odisseu,
balançou o rabo e aplainou suas orelhas, mas faltava-lhe a força para se levantar e ir
até seu senhor.
Odisseu enxugou uma lágrima, virando de lado para evitar que o porqueiro o visse, e  ele disse, "Eumaeus, é surpreendente que tal cão, de tanta qualidade deva estar deitando aqui numa estrumeira. Ele é uma beleza, mas não saberia dizer se seu aspecto combinaria com sua velocidade ou se ele foi daqueles mal-acostumados cães de meswa, que são mantidos em redor apenas para mostrar."

Então, em resposta às suas palavras, Eumaeus, você disse, "Este é o cão de um homem que morreu bem distante. Se ele fosse agora o que costumava ser quando Odisseu se fora e navegara para longe de Tróia, você ficaria surpreso por sue poder e velocidade.
Nenhum animal escaparia dele no fundo da floresta uma vez que começasse a seguir suas pegadas. Que surpreendente nariz ele tinha! Mas a má fortuna caiu sobre ele agora que seu dono está morto em tão longe, distante terra, e as mulheres são todas também sem pensamento para tomar conta dele. Servos são assim:
quando seus senhores não estão bem aí para lhes dar ordens, eles relaxam,
ficam preguiçosos, e não mais passam um dia honesto, pois Zeus todo poderoso toma metade do bem de um homem no dia em que ele se torna um escravo."

Com estas palavras ele entrou no palácio e foi para o hall onde os solicitadores estavam reunidos em um de seus banquetes. E justamente então a morte veio e escureceu os olhos de Argos, que tinha visto Odisseu de novo depois de vinte anos.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

At The Bangalow, Elizabeth Danson, New Yorker

                                       NO BANGALÔ

Na calma pós-monção, a canção de pássaro de novo.
Eles refestelavam-se na varanda, ela aspirando o ar encrespado,
ele dando baforadas de um charuto. Um beija-flor visita a videira
onde os primeiros botões de bouganville estão ondulando

suas golas e punhos de manga. Ela observa
o pequenino estalido de adornada chama
vislumbrando de gole em gole; seu rápido
propositado voo a mesmeriza, apanha
uma corda interior, um inflamável pavio.

Uma visão a surpreende. Ele vê seu sorriso
e imagina o porquê. Seus quadris estão queimando conforme
ela dá rédea ao desejo incitado pelo ardor do pássaro,
sua arrebatada energia, sua nunca volta do esquadrinhar
de cada flor. Ela se defronta atada com laços de seda
à rede da varanda, pelos pés e mãos,
nua e vermelha onde os lábios inferiores chameiam
untados com mel, lá, o qual envia

o insano beija-flor. Ele só consegue vir até seu doce cálice,
pairar, mergulhar vezes sem conta naquela bruxuleante extremidade
de uma língua dentro dela, para engolir um estranho néctar,
gole por gole.

Fechando seus olhos, ela arqueia e treme;
ele desviou, distraído; a caricatura de sua voz perguntando
"Onde está o cinzeiro?", então, descobrindo que o pássaro se fora,
ela estremece. Ele diz, "Quem está fazendo coquetéis aos sábados?"


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

My Proteins, Jane Hirshfield

                             Minhas Proteínas

Descobriram, dizem,
a proteína do desejo ardente -
natriurético polypeptide b -
e que viaja em seu distinto caminho
dentro de minha espinha.
Bem como a dor, prazer, e aquecimento.

Um corpo parece uma rodovia,
uma folha de trevo atravessando
bem construída, bem percorrida
Algo de mim indo norte, algo indo sul.

Noventa por cento de minha células, descobriram,
não são minha própria pessoa,
elas são outros seres dentro de mim.

Como noventa e seis por cento de minha vida não é minha vida.

Ainda assim, dizem, sou eles -
minha bactéria e leveduras,
meu pai e mãe,
avós, amantes,

meus motoristas falando nos  celulares,
meus metrôs, e pontes,
meus ladrões, minha polícia
que caçam meu self noite e dia.

Minhas proteínas, aparentemente, também eu,
envolvem as camisas.

Eu encontro nesta metrópole abarrotada
um canto quieto,
onde eu construo blocos de Lego de não-eu
um banco,
pombos, um sanduíche
de pão de aveia, mostarda, e queijo.

Sou eu e não-eu,
a fome
que torna bom o sanduíche.

Não é eu então é,
o sanduíche -
um mistério que nenhum de nós
pode abarcar, revelar, ou consumir.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

CAMINANTE NO HAY CAMINO, Antonio Machado

        CAMINHANTE NÃO HÁ CAMINHO

Tudo passa e tudo cai,
mas o nosso é passar,
passar fazendo caminhos,
caminhos sobre o mar.

Nunca persegui a glória,
nem deixar na memória
dos homens minha canção;
eu amo os mundos sutis,
leves e gentis,
como pompas de sabão.

Gosto de vê-los pintar-se
de sol e grama, voar
sob o céu azul, vacilar
subitamente e quebrar-se...

Nunca persegui a glória.

Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
caminhante não há caminho
e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca
se há de voltar a pisar.

Caminhante não há caminho
senão estrelas no mar.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

THE MORNING AFTER, Ellen Bass, revista New Yorker

                    A Manhã Seguinte

Você de pé ao balcão, derramando água fervente
E quando eu entro, você não me olha.
Você está apressado para embalar seu almoço, rompendo
as tampas de pequenas caixas de plástico enquanto chama sua mãe
para contar-lhe que que a levará ao médico.
Não consigo ver um traço do pequeno pedaço de paraíso
que deslizamos noite adentro - um quimono de seda, lagos de seda flutuante, e Kói de
cobre, estrelas caindo na água,. Não empurramos com os ombros através da fenda
na rocha do dia-a-dia e cortamos a grama no pasto do prazer?
Se a alma não é uma artéria separada
que carregamos de forma a forma
mas mais como o respirar de Aristóteles -
o trabalho do corpo que mantém a unidade -
então, a noite passada, querido, nossas almas estavam ocupadas.
Mas nesta manhã é como se você usasse uma peruca ruim,
disfarçada para que eu não o reconheça
ou talvez para que você não se reconheça
como aquele animal queimado por puro desejo. Eu não sei como fazer isso. Eu quero
me jogar no azulejo da cozinha e desnudar minha garganta.
Eu quero alisar pra trás meu cabelo
e sapatear parede acima. Quero fazer isso tudo de novo - mergulhar de volta pra dentro
daquela briga, aquela crua e radiante livre-pra-tudo.
Mas você está rabiscando uma lista de compras
porque as crianças estão vindo para o fim-de-semana
e você vai fazer seus bolos de caranguejo especiais
que me arruinaram por todos os bolos de caranguejo
para sempre.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

THE SILENCE OF THE WORLD, Galway Kinnell, New Yorker

                       O SILÊNCIO DO MUNDO

Eu posso imaginar o silêncio quando o mundo
se terá aquietado - não mais poemas lançados
da língua, não mais gritos de corvo arrastando entranhas de porco-espinho
Não mais contos de Navajo, ou do homem negro de Louisiana,
ou dos velhos tempos de Vermonter,
Não mais a respiração no ouvido do último amante,
Não mais seres angélicos restados para serem beijados
dentro da claustrofobia da carne,
Não mais templos dando à luz de portas abertas para as amargas noites de inverno,
Não mais a fuinha que deixa seu anel preto congelado no ar,
Não mais dente que rói gengiva e ossos no interior da catedral da boca.
Não mais esguichada quando o cantor cospe enxaguador de boca na pia depois do concerto; não mais "Você pare de vociferar!" do diretor traste para o desajeitado
aluno de escola quando a irritada mãe arrasta o menino pequeno para dentro
da classe pela orelha irritada. Não mais a jovem em largo chapéu de perfil
à luz da tarde dizendo:"E daí, querido? Eu não te odeio. Eu te amo. E daí?"
Não mais flautista arrastando-se pela neve na rua 125 no último domingo de manhã
de seu perigo. Não mais maridos dizendo: "a lanchonete está do outro lado".
Não mais mulher replicando: "você não vai comer de novo, vai?
Não mais marido replicando:" eu não quero comer, eu apenas lhe dizia onde a lanchonete
está". Não mais esposa dizendo: "pelo amor de Deus, eu sei onde ela está".
Não mais cesura ou tudo mais uma infindável cesura,
Não mais a rima feminina tais como "lattice" e "whereat is",
Não mais pintura de "parallelismus membrorum" numa orelha, não mais a lenta e profunda
voz de Neruda dizendo: "Federico, te acuerdas, debajo de la tierra..."

Através do vale o golpe surdo de um machado chega mais tarde do que sua pancada
e o chamado de adeus aos poucos se separa pouco a pouco
das cordas vocais de tudo.





terça-feira, 21 de maio de 2013

GATE, Robyn Schiff, revista New Yorker, April 2013 Eu nunca sai

                           PORTÃO

Todo mundo tem um primo Benjamin Bunny
Peter disse que um passeio lhe faria bem
À borda da floresta. Peter não se divertia mais. Ele nunca o faria de novo.
As sorumbáticas alfaces em seus capuzes de falcão. O portão do matagal
chaga fechada por ervas daninhas, as mandíbulas da vida tentando mantê-lo
bem apertado mas ninguém pode trepar nele.
Quando criança brincava sobre o portão
num parque da redondeza que se balançava

e parecia o angustiado chamado de um coelho. Eu ficava embaixo na ripa
e de costas pra dentro e pra fora
do ar. Eu nunca sairei daqui.
O portão era pura insensatez, sem cerca em nenhum lado,

A tragédia grega
encenava em volta de um vão
a imaginação força para entrar.
Eu fui criado num assento de passagem
com uma linha de olho de ator
prestes a atravessar

por detrás disto. Cebolas melodramáticas cresciam selvagens
Eu chorei e chorei até que alguém disse
está bem chorar,
significa que as cebolas
são frescas. Todo sonho começa

com um princípio
Carne na entrada
onde cachorros derrubaram o lixo.
Onde está sua boca? Há um apito
que você pode comprar que faz o som
de um coelho gritando.

caçadores costumam chamar
o que quer que eles queiram
fora da moita
porque tudo o que querem
quer coelho para o jantar.
Mova sua mão

ao longo do feixe de luz para mudar
o chamado de Jack para a ponta do algodão
e de volta outra vez
Uma vez que você os vê
forçando-se pra fora
do interior em seu comando que o pára de soar.

cada dia único? O dia todo? O som agudo
imaginado o terror enlatado. Você pode fazer isso
com uma cana-do-reino. En-cálice suas mãos.
Tudo vivo
está ouvindo. Conheci um caçador

que podia fazer marcar um corço
cujo sofrimento
traria uma corça
para o aberto toda vez
Embora ele não quisesse uma corça.
Ele queria um gamo.

Eis o que não suporto
reconhecer:
quando os gamos ouvem
o som de um corço
meu amigo faz com a boca
eles vêm, também por pena, mas luxúria,

tão intensamente eles querem o gamo
delineado pelo anseio
de uma corça necessitada dele
Tudo está ao alcance
de rep-ente e eu quem sou eu para julgar
Ele aumenta seu alívio.

e a primavera chega.
Não. Ele toma uma bala. Eu fui pego no drama
e esqueci de quem é o teatro.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Consider this and in our time, W. H. Auden

               Considere isso e em nosso tempo

Considere isso e em nosso tempo
Como o falcão o vê ou o homem aéreo de capacete
As nuvens se fendem de repente - olhe lá
na ponta do cigarro abafando numa borda
Na primeira festa de jardim do ano.
Passando, admire a vista do maciço
Reúnam-se lá as insuficientes unidades
Perigoso, fácil, em peles, em uniformes
E constelado em mesas reservadas
Suprida com sentimentos por uma eficiente mão
Revezando em outro lugar com fazendeiros e seus cães
Sentando em cozinhas nos tempestuosos pântanos.

Há muito, supremo Antagonista,
Mais poderoso do que a grande baleia do Norte
Antigo e pesaroso quanto `a limitante imperfeição da vida
Em Cornwall, Mendip, ou o ancoradouro Pennine
Seus comentários sobre o nascimento ilustre dos capitães das minas
Não encontraram resposta, os fez desejarem morrer
- Repousam em macas por dano.
Você fala aos seus admiradores
Por meio de ancoradouros limosos, trabalhos abandonados
Em sufocadas orquídeas, e o silencioso rastelo
Onde cães se preocuparam ou um pássaro foi atingido
Ordene ao doente que eles ataquem imediatamente:
Visite os portos e, interrompendo a conversação de lazer no bar
Dentro de uma pedra atirada n'água iluminada pelo sol
Acene sua escolha afora. Convoque
Aqueles jovens belos e doentes, aquelas mulheres
Seus solitários agentes nas paróquias do campo;
E mobilize as poderosas forças latentes
Em solos que fazem o fazendeiro brutal
Nos infectados abscessos e os olhos de arminho.
Então, prontos, comecem seus rumores, suaves mas horrorizantes
em sua capacidade de repugnância
A qual, espalhando e aumentado, deve vir a ser
Um perigo mortal, um prodigioso alarme,
Dispersando as pessoas, como papel arrancado
Trapos e utensílios num súbito gozo,
Agarrado com imensurável pavor neurótico.

Financista, deixando sua pequena sala
Onde o dinheiro é feito mas não gasto
Você não precisará mais de seu datilógrafo e boy;
O jogo está totalmente a favor de você e dos outros
Que, pensando, a passos de chinelos nos relvados do College Quad
ou Cathedral Close, que nasceram enfermeiras que vivem em "shorts"
Dormindo com as pessoas e jogando "fives".
Perseguidores da felicidade, todos que seguem
As convoluções de seu simples desejo,
É mais tarde do que você pensa; mais perto daquele dia
Longe de outro do que aquela tarde distante
Entre o farfalhar de roupas e pés batendo
Eles deram os prêmios aos garotos arruinados
Você não pode estar distante, então, não
Não embora você empacote para sair dentro de uma hora,
Escapando zunindo pelas estradas arteriais:
A data era sua: a vítima para fugas
Respiração irregular e alternadas ascendências
Depois de alguns assombrados anos migratórios
Para desintegrar em um instante na explosão de mania
Ou lapso para sempre dentro de uma clássica fadiga.

terça-feira, 9 de abril de 2013

AN ADVENTURE< Louise Gluck, revista New Yorker

                                     UMA AVENTURA
1.
Me veio uma noite enquanto dormia
que eu tinha terminado com aquelas aventuras amorosas
das quais eu ficara escravo. Terminado o amor?
Meu coração murmurou. Para o qual respondi que muitas descobertas profundas
nos esperavam, na esperança, ao mesmo tempo, a mim não seria pedido
para nomeá-las. Pois que eu não poderia dar nome. Mas na crença que elas existiam -
certamente isto contaria para alguma coisa?

2.
A noite seguinte trouxe o mesmo pensamento,
o tempo concernindo a poesia, e nas noites que se seguiram
várias outras paixões e sensações eram, da mesma forma,
postas de lado para sempre, e a cada noite meu coração
protestava seu futuro, como uma criança pequena sendo desprovida de seu brinquedo
predileto. Mas esses adeuses, eu disse, são o jeito de ser das coisas.
E mais uma vez eu aludi ao vasto território
nos abrindo com cada despedida
um glorioso cavaleiro cavalgando adentro do pôr-do-sol, e meu coração
tornou-se o cavalo de batalha embaixo de mim.

3.
Eu estava, você vai entender, entrando no reino da morte,
embora a razão dessa paisagem ser convencional, não poderia dizer. Aqui, também,
os dias eram muito longos, enquanto os anos, curtos. O sol mergulhava na montanha distante. As estrelas brilhavam, a lua crescia e minguava. Logo rostos do passado me apareceram: minha mãe, meu pai, minha irmã bebê; eles não acabaram, parecia, com o que 
tinham a dizer, embora agora
Eu podia ouvi-los porque meu coração estava parado.

4.
Neste ponto, eu cheguei ao precipício
mas a trilha não, eu vi, descendo para o outro lado;
ou melhor, tendo nivelado,
ela continua nessa altitude
até onde os olhos podiam ver, embora gradualmente
a montanha que a sustentava completamente se dissolvesse
então eu me encontrei continuamente percorrendo através do ar -
Tudo em volta, os mortos estavam me saudando,
com a alegria de encontrá-los obliterados
pela tarefa de responder a eles -

5.
Como nós todos tendo sido carne juntos,
nós éramos névoa.
Como nós tínhamos sido antes objetos com sombras,
agora nós éramos substância sem forma, como química evaporada.
Riacho, riacho, disse meu coração,
ou talvez não, não - difícil saber.

6.
Aqui a visão terminou. Eu estava na minha cama, o sol da manhã
contentemente crescendo, o edredon de penas
vagueando em brancas correntezas sobre meu corpo embaixo
Você estivera comigo -
havia uma ponta na segunda fronha.
Nós escapáramos da morte
ou era essa a vista do precipício?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

The Next Big Thing, Alice Fulton, revista New Yorker

A Próxima Grande Coisa

Eu sei que não posso contar tudo para sempre e então eu quero contar isto
tudo de você, em escala de clarão audível vindo de um canto do meu ouvido,
visível se olho bem do lado onde você está. Se eu exteriorizo conforme eu me movo
de exclusão em exclusão, confiando na atitude

o giroscópio para destreza do arremesso e rolo o momento-controle
do giroscópio para assegurar meu apoio.
Sinto-me livre como água preenchendo sobre a pedra e caindo
com um deslumbramento na próxima grande coisa, presença
guarnecida em tinta, instante e constante, tudo atado em presente. Apenas
embrulhado o mundo em volta de uma caneta e desenho um berço num lago
e no berço desenho um pêndulo

livre da ferrugem mortal. Eu vi uma jaritataca
já incitadora em volta do pátio

num dia como este. Não vasto.
A carruagem às sacudidelas numa vintage
Hermès com suas chaves atiradoras e feita fita preta. O escapamento
permite viajar. Sem necessidade de fixar a criação
com fio na base. Se uma cascata existe apenas para estar
fixando a atenção, se é a razão do giroscópio existir. Para ser
uma coisa-de-beleza-brinquedo pra sempre tipo de coisa. Você o viu levitar
sobre ponto e de lado como uma bailarina andróide? Enquanto em armadura aérea

afaga sua serenidade. Deve ser agradável reverenciar um pouco
conforme você pivoteia e tem seu caminho com espaço.
Enrolar o mundo em volta de uma caneta para inventar um centro. A caneta esquecida.
A Carruagem segura apenas a nós-Mesmos.

Seu movimento vivaz, inclina lado a lado, enquanto o eixo girou tão depressa que parecia parado.

Manter o deus ventilador indo. Esses projetos testificam desmoronantes harmonias

Cujo subjacente edifício é o tempo. As asas de Mercúrio, em nossos tênis de duplo nó,
um cetim branco reverencia o chicote do cocheiro.

terça-feira, 12 de março de 2013

WILL YOU TURN A DEAF EAR, W.B. Auden

Você se tornará ouvidos moucos
Para o que eles disseram na praia,
Interrogue suas partes
Em suas ricas casas;

De patas de cegonha ao alcance do paraíso
Dos compulsórios tiros certeiros
Os sensíveis que se divertem
E os mascarados aturdidos?

Ainda assim não usa insígnia de bandido
Nem deita atrás do recanto
Esperando com bombas de conspiração
Em secretiva axila;

Não carrega talismã
Para germe ou a dor abrupta
Não precisando de abrigo concreto
Nem filtro de porcelana.

Você transportará a morte para qualquer lugar
Em sua cadeira de inválido,
Com instante não afeiçoado
Mas seu atendente?

Pois para ser apoiado por amigo
Por uma mente subdesenvolvida
Para ser piada para crianças é a felicidade da morte.

Cujas anedotas traem
Sua cor favorita como o azul
Cor de sinos distantes
E casacos de meninos.

Seus contos das terras más
Perturba as mãos de costura;
Difícil ser superior
Sobre bifurcação da náusea;

Aceitar os amortecedores de
mulheres contra vitimação.
E ainda aplaudindo os circuitos
De corrida de ciclistas.

Nunca fazer sinais
Não receie nem sorvedouro nem zonas
Saúde com as esposas dos soldados
Quando a bandeira ondula;
Lembrando que há
Não reconhecido talento para isso;
Sem salário, sem generosidade
Sem país prometido.

Mas ver bravos enviados pra casa
Hermeticamente selados com vergonha
E luta vitoriosa com o frio
Em derretido metal.

Uma paz neutralizante
E uma desgraça mediana
São honras para descobrir
Para mais tarde outras.

terça-feira, 5 de março de 2013

DRY LOAF, Walace Stevens

                            PÃO SECO

É igual a viver numa terra trágica
Viver num tempo trágico
Olhe agora o declive, rochas montanhosas
E o rio que bate seu caminho sobre as pedras
Olhe as cabanas daqueles que vivem nesta terra.

Isso é o que eu pintava atrás do pão,
As rochas não eram nem tocadas pela neve,
Os pinheiros ao longo do rio e os homens secos exaustos
Marrons como os pães, pensando nos pássaros
Voando de países queimados
e praias de areia marrom.

Pássaros que vêm como água suja em ondas,
Jorrando acima das rochas, jorrando sobre o céu
Como se o céu fosse um fluxo que os limitasse ao longo.
Esparramando-os como ondas esparrama plana na praia,
Um depois do outro lavando as montanhas à vista.

Era a bateria de tambores que ouvi
Era a fome, era o faminto que chorava
E as ondas, as ondas eram soldados se movendo,
Marchando e marchando em tempo trágico
Embaixo de mim, no asfalto, sob as árvores.

Eram soldados que foram marchando sobre as rochas,
E ainda os pássaros vieram, vieram em flocos aquosos,
Porque era primavera e os pássaros tinham de vir.
Sem dúvida quanto aos soldados terem de marchar
E os tambores tiveram de estar rolando, rolando, rolando.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Idyll, Richie Hofmann, revista New Yorker

                            IDYLL
                            IDÍLIO

Cigarras enterram em pequenas bocas,
do leito da árvore, alojam-se
contra o clamor de línguas como amuletos,

embora seja eu quem reza devo sacudir esta pele
e ser erguido do chão outra vez. Não tenho nada

a confessar. Eu não sei ainda que o que possuo é
um corpo edificado para o
amor. Quando o vento roça

seu caminho em direção a algo mais frio,
você também estará mudado.
Uma vida esfola

uma outra, pano áspero
Quando eu abro minha boca,
sou como um inseto desvestindo-se.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Mushrooms, Sylvia Plath

                                    Cogumelos

De um dia para outro, muito
brancamente, discretamente,
muito quietamente

Nossos dedos do pé, nossos narizes
Assomem na argila
Adquirem ar.

Ninguém nos vê,
Nos pára, nos trái;
Os pequenos grãos se acomodam.

Punhos suaves insistem em
alçar as agulhas
A forragem de folhas

Até o pavimento
Nossos martelos, nossos carneiros bate-estaca
Sem ouvidos sem olhos,

Perfeitamente sem voz
Alargam crânios
Ombro através de buracos. Nós

Dieta d'água,
Migalhas de sombra,
Maneiras amenas, perguntando

Pouco ou nada,
Tantos de nós!
Tantos de nós!

Somos prateleiras, nós somos
mesas, somos meigos
Nós somos comestíveis

Cutucadas e empurrões
A despeito de nós-mesmos
Nossa espécie multiplica:

Devemos de manhã
Herdar a terra.
Nosso pé na porta.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Taking leave of a friend, Ezra Pound

Taking leave of a friend                                                               Despedindo-se de um amigo

Blue mountains to the north of the walls,                 Montanhas azuis ao norte das muralhas
White river winding about them;                                 Rio branco ventando nelas;
Here we must make separation                                 Aqui devemos nos separar
And go out through a thousand miles of dead grass.  E sair pelas mil milhas de grama morta.
Mind like a floating wide cloud,                         A mente como uma flutuante ampla núvem,
Sunset like the parting of old acquaintances   Pôr-do-sol como a partida de velhos 
                                                                                conhecidos
Who bow over their clasped hands at a distance.  Que se reverenciam com suas 
                                                                                        espalmadas mãos à distância
Our horses neigh to each other                          Nossos cavalos entrerrelincham
as we are departing.                                             ao partirmos.
(by Hihaku) 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

The Short Answer, John Ashbery, revista New Yorker

                              A Pequena Resposta

Sou forçado a ficar sonâmbulo por muito tempo
Nos apoiamos nessas velhas maneiras, são turbulentas
algumas vezes e então o gêiser vai embora,
o tempo derreteu. Dentro disso há
sem grande ruído, a força opõe-se, entulhou contra a força
que consegue em tempo o que perde em velocidade.
As cataratas, o cânion, um real eu-lhe-disse
volta para nos cumprimentar no início.
Como foi sua viagem? Ah, não durou muito tempo,
entende? desdobrado como a margem de um sonho da coisa em si.
Bem, a que chegamos? Um papel fino passado, e a mais está a piedade.
Nós regorgitamos velhos anátemas e o que veio para passar, e por que
tornar as coisas mais difíceis? Porque se for aborrecente de modo diferente
isso será interessante também. É o que digo.

Aquele malandro saltou sobre a cerca
Eu estou agora limpando meu pince-nez. Você alguma vez ouviu algo daquele
que disse estaria ele de volta uma vez que isso acabasse,
que me iludiu mesmo no meu sonho?
Aquele era particularmente um tempo promissor, nós pensamos. Agora o sol sumiu
e está chovendo de novo.
Justamente como um dia de compêndio. Eu me responsabilizo por você,
E podemos ir enrolando como se nada surgira,
A floresta do horizonte parece estar de volta para nós. O pregador sacudiu a cabeça,
o evangelista equilibrou dois cabos ao fim de sua pequena corda provisória. Fomos
longe demais. Nós tivéramos de voltar num dia ou noutro. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sideral/ Telescópio Humano, Rachael Boast

SIDERAL

"Espaço encolhido, e Tempo sem foice com mãos farelentas
Infecundo e sem som como as areias medidas,
Não marcadas por leve movimento das Sombras, -elas não significando
Como a luz da lua no relógio do dia!"
S.T. Coleridge, Limbo, 1811.

Telescópio Humano

Nada a dominar seus próprios pensamentos e sentimentos,
Você percorreu o circuito das cataratas - Lodore, Moss Force, Scale Force
a fim de seus selvagens sons.
E como aquelas quedas d'água afugentaram
qualquer esperança de amor apropriado
ao dramatizar quão fora de alcance estava,
talvez sonhasse de volta para aquela noite em 1781, examinando
os planetas e estrelas,

pensando sobre a órbita errática de Urano,
sua jovem mente obtendo-a, claro,
estando já habituado ao vasto.
Então graças a Deus por um distrito onde as sombras
gradualmente surgem maiores que seus próprios desejos,

Pela nova adição ao cosmo, permitindo-lhe o espaço a considerar
como a mudança e a mesmice concorrentes podem absolver você
até mesmo no avanço da queda d'água. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

My Father Moved through Dooms of Love, e.e.cummings, original

my father moved through dooms of love
through sames of am through haves of give,
singing each morning out of each night
my father moved through depths of height

this motionless forgetful where
turned at his glance to shinning here;
that if (so timid air is firm)
under his eyes would stir and squirm

newly as from unburied which
floats the first who, his april touch
drove sleeping selves to swarm their fates
woke dreamers to their ghostly roots

And should some why completely weep
my father's fingers b rought her sleep:
vainly no smallest voice might cry
for he  could feel the mountains grow.

Lifting the valleys of the sea
my father moved through griefs of joy;
praising a forehead called the moon
singing desire into begin

joy was his song and joy so pure
a heart of star by him could steer
and pure so now and now so yes
the wrists of twilight would rejoice

keen as midsummer's keen beyond
conceiving mind of sun will stand,
so strictly (over utmost him
so hugely) stood my father's dream

his flesh was flesh his blood was blood:
no hungry man but wished him food;
no cripple wouldn't creep one mile
uphill to only see him smile.

Scorning the pomp of must and shall
my father moved through dooms of feel;
his anger was as right as rain
his pity was as green as grain

septembering arms of year extend
less humbly wealth to foe and friend
than he to foolish and to wise
offered immeasurable is

proudly and (by octobering flame
beckoned) as earth will downward climb,
so naked for immortal work
his shoulder marched against the dark

his sorrow was as true as bread:
no liar looked him in the head;
if every friend became his foe
he'd laugh and build a world of snow.

My father moved through theys of we,
singing each new leaf out of each tree
(and every child was sure that spring
danced when she heard her father sing)

Then let men kill which cannot share,
let blood and flesh be mud and mire
scheming imagine, passion willed,
freedom a drug that's bought and sold

giving to steal and cruel kind,
a heart to fear, to doubt a mind,
to differ a disease os same,
conform the pinnacle of am

though dull were all we taste as bright,
bitter all utterly things sweet,
maggoty minus and dumb death
all we inherit, al bequeath

and nothing quite so least as truth
- i say though hate were why men breathe
because my father lived his soul
love is ther whole and more than all

domingo, 18 de novembro de 2012

My father moved through dooms of love, e.e.cummings

Meu pai passou por sentenças de amor
por mesmos de sou por ricos de dar
cantando cada manhã vindo da noite.
Meu pai passou por profundezas de altitude

essa ausência de movimento cheio de esquecimento onde
voltado pra seu lance d'olhos pra brilhar aqui;
que se (tão tímido o ar é firme)
sob seus olhos agitar-se-ia e contorce-se-ia

Novamente como do não enterrado o qual
flutua primeiro quem, seu abril toca
impeliu dormentes si(s) para fervilhar seus destinos
acordou sonhadores para suas fantasmáticas raízes

E deva algum porquê completamente lamentar
os dedos do meu pai trouxe a ela o sono:
em vão nenhuma voz menor possa chorar
pois que ele pôde sentir as montanhas crescerem.

Levantando os vales do mar
meu pai se moveu por aflições de alegria;
exaltando uma fronte chamou a lua
cantando o desejo para o início do começo

a alegria era sua canção tão pura
um coração de estrela por ele poderia dirigir
e puro então agora então sim
os pulsos do crepúsculo regozijar-se-iam

lamentação como o lamento do meio-verão além

concebendo a mente do sol ficará
tão estritamente (sobre o extremo dele 
tão enormemente) ficou o sonho do meu pai

Sua carne era carne seu sangue era sangue:
nenhum homem faminto mas apenas desejava-lhe comida;
nenhum aleijado não rastejaria uma milha 
colina acima para apenas vê-lo sorrir.

Desprezando a pompa da obrigação e do dever possível
meu pai movia-se entre sentenças do sentir;
sua raiva era certa como a chuva
sua piedade era tão verde como um grão

braços setembrinos do ano
menos riqueza humildemente se estende
para o inimigo e o amigo
do que ele para o tolo e o sábio
oferecia imensurável está

orgulhosamente e (outubrante chama acenada) enquanto
a terra se inclinará pra baixo,
tão nua para trabalho imortal
seu ombro caminhou contra o escuro.

sua tristeza era tão verdadeira quanto o pão;
nenhum mentiroso olhava para ele na cabeça;
se todo amigo tornava-se seu inimigo
ele riria e construiria um mundo com neve.

meu pai se moveria através deles de nós,
cantando cada nova folha de cada árvore
(e toda criança tinha certeza de que a primavera
dançava quando ela ouvia seu pai cantar)

Então deixem os homens matarem o que não podem compartilhar,
deixe o sangue e a carne serem lama e lodo
conspirar imaginar, a paixão desejada
a liberdade uma droga que é comprada e vendida

dando pra roubar e a espécie cruel
um coração a temer, duvidar uma mente,
para diferenciar uma doença da mesma,
conforme o pináculo de sou

Apesar de embotado estava tudo que experimentamos
como brilhante
amargas todas as coisas totalmente doces
Caprichoso menos e estúpida fantasista morte
tudo nós herdamos, tudo transmitimos

e nada tão mínima quanto a verdade
- eu digo apesar de odeio eram por que os homens respiram
porque meu pai viveu sua alma
o amor é o todo e mais do que tudo.